sexta-feira, 11 de dezembro de 2009


Eu tenho andado tão sozinho ultimamente
que nem vejo à minha frente
nada que me dê prazer...
sinto cada vez mais longe a felicidade
vendo em minha mocidade
tanto sonho perecer
eu queria ter na vida simplesmente
um lugar de mato verde pra plantar e pra colher
ter uma casinha branca de varanda
um quintal e uma janela só pra ver o sol nascer
às vezes saio a caminhar pela cidade
à procura de amizade
vou seguindo a multidão
mas eu me retraio olhando em cada rosto
cada um tem seu mistério
seu sofrer, sua ilusão
eu queria ter na vida simplesmente
um lugar de mato verde pra plantar e pra colher
ter uma casinha branca de varanda
um quintal e uma janela só pra ver o sol nascer
[Gilson e Joram]

Não
Não foi surpresa para mim
Porque
Tudo na vida tem fim
Eu esperei com resignação
O triste dia da separação

Vai, meu amor siga o teu destino
Que eu seguirei o meu
Seja feliz, adeus (2x)

Nada dura eternamente
Tudo na vida é ilusão
Eu sabia que, mais cedo ou mais tarde,
Chegaria o dia da separação

[Composição: Aníbal Silva / Eden Silva / Tufy Lauar]

[Clara Nunes]

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009


"Você é muito mais que eu sou
Está bem mais rico do que eu estou
Mas o que eu sei você não sabe
E antes que o seu poder acabe
Eu vou mostrar como e por que
Eu sei, eu sei mais que você
Sabe você o que é o amor? Não sabe, eu sei
Sabe o que é um trovador? Não sabe, eu sei.
Sabe andar de madrugada tendo a amada pela mão
Sabe gostar, qual sabe nada, sabe, não
Você sabe o que é uma flor? Não sabe, eu sei.
Você já chorou de dor? Pois eu chorei.
Já chorei de mal de amor, já chorei de compaixão
Quanto à você meu camarada, qual o que, não sabe não
E é por isso que eu lhe digo e com razão
Que mais vale ser mendigo que ladrão
Sei que um dia há de chegar e isso seja quando for
Em que você pra mendigar, só mesmo o amor
Você pode ser ladrão quando quiser
Mas não rouba o coração de uma mulher
Você não tem alegria, nunca fez uma canção
Por isso a minha poesia, ah, ah, você não rouba não
Ah, ah, você não rouba não'
[Djavan-sabevoce?]